LNEG promove design de produtos para reduzir impactes ambientais

Esta estratégia está atualmente reconhecida nas políticas públicas, em particular na Diretiva Europeia de Ecodesign de Produtos relacionados com energia.

O LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia, no 2º Encontro EFINERG realizado no IAPMEI, está a promover a implementação de ecodesign em produtos existentes nos setores habitacional, serviços e indústria, o que poderá introduzir, no seu desempenho, poupanças consideráveis ao nível da redução de impactes ambientais negativos, incluindo a energia consumida.

Esta estratégia está atualmente reconhecida nas políticas públicas, em particular na Diretiva Europeia de Ecodesign de Produtos relacionados com energia.

De acordo com Paulo Partidário, da Unidade de Produção e Consumo Sustentável do LNEG, a integração sistemática de critérios de desempenho no ciclo de desenvolvimento dos produtos permite nomeadamente uma redução no respetivo consumo de energia e de outros recursos.

Tais critérios de desempenho do produto permitem contribuir para o comportamento do utilizador, influenciando os critérios de compra e, a montante desta fase, a comunicação do produto p. ex. via rotulagem. Este último ponto assume especial importância, uma vez que serve de plataforma tanto para consciencializar um consumo sustentável, como para diferenciar o produto face à concorrência. A Directiva Quadro 2009/125/EC, que institui as medidas a adoptar produto-a-produto, para promover a eficiência energética por via do ecodesign de produtos relacionados com energia, é um instrumento Europeu para a operacionalização da Política Integrada do Produto.

Com semelhante alinhamento está em curso o Plano de Acção para o Consumo e Produção Sustentável, o qual atua na relação entre oferta e procura. Neste Plano de Acção da UE é definida a necessidade de assegurar tecnologias e uma produção mais sustentável, melhorar o desempenho dos produtos, novos e já existentes, ao longo do seu ciclo de vida, e promover um comportamento de consumo mais sustentável e melhores escolhas através de critérios eficientes e de rotulagem simples e coerente.

Assim, e como refere Paulo Partidário, são elementos estruturantes da implementação desta política pública: o desempenho das organizações, o produto e a sua comunicação, as compras públicas ecológicas, tecnologias mais ecoeficientes, o ciclo de vida e design de produto e o seu desempenho ambiental e energético.

In www.ambientemagazine.com a 28 de março de 2012

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