Produção de um biocombustível para a Aviação a partir de microalgas

Projeto inovador esteve em destaque no programa "The Next Big Idea"

A APTTA – Associação Portuguesa de Transporte e Trabalho Aéreo e o LNEG – Laboratório Nacional de Energia e Geologia estão a desenvolver investigação científica cujo objetivo visa a produção de um biocombustível para utilização na Aviação Comercial.

A aviação comercial é uma indústria com elevados consumos energéticos e com uma considerável contribuição na emissão de gases com efeitos de estufa. Em 2012, a indústria do transporte aéreo será incluída no CELE – Comércio Europeu de Licenças de Emissão. A Comissão Europeia definiu como objetivo para 2012 uma redução efetiva de 3% nas emissões de CO2 da Aviação Comercial no espaço europeu. A indústria só conseguirá sobreviver através de ganhos de eficiência na utilização do atual combustível e/ou através da utilização de biocombustíveis sustentáveis.

Face a outras fontes de biomassa, as microalgas apresentam-se como a alternativa mais sustentável para a produção de biocombustíveis. Não utilizam solos ou água destinados à produção de alimentação humana ou animal e garantem as maiores taxas de captação de CO2 e crescimento face a outras plantações terrestres.

O presente projeto de investigação visa um aproveitamento integral das microalgas usando o princípio da biorrefinaria. A parte lípidica das microalgas será extraída, tratada e utilizada diretamente na composição do biocombustível. A parte não lípidica será convertida termo-quimicamente num combustível Fischer-Tropsch (F.-T.) (processo BTL – Biomass-to-Liquid) depois dum processo inicial de gasificação onde esta massa não lípidica será convertida numa mistura gasosa constituída por monóxido de carbono e hidrogénio. O presente projeto estará assim colocado na linha da frente nas áreas com maior potencial de desenvolvimento ao nível dos biocombustíveis: a utilização de microalgas como fonte de biomassa e a utilização do conceito BTL. Dominando o processo BTL, poder-se-á no futuro utilizar em complemento às microalgas, qualquer outra fonte de biomassa para a produção de biocombustíveis, incluindo lixo de qualquer proveniência.

Os promotores do projeto estão neste momento a procurar fontes de financiamento.

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