Laboratório Nacional de Energia e Geologia ganha contrato de 30 milhões em Angola

Laboratório português vai fazer levantamento do potencial geológico do Sul de Angola.

Durante os próximos oito anos, os técnicos do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG) vão andar pelo Sul de Angola, a bater cada metro quadrado de território. O objectivo, inscrito num contrato na ordem de 30 milhões de euros, é avaliar o potencial dos recursos minerais metálicos e rochas industriais. Além disso, a equipa de Teresa Ponce Leão, presidente do LNEG, terá ainda de apoiar a reestruturação e capacitação do IGEO - Instituto Geológico de Angola.

"O 'know how' português nesta área é muito importante", realça o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, ao Diário Económico, explicando que o trabalho de "levantamento do potencial geológico do território de Angola, realizado no âmbito da parceria estratégica entre Portugal e Angola, ganha ainda maior relevo dentro da aposta comum nos recursos geológicos".

O ministro explica que o contrato ganho pelo LNEG, no âmbito de um investimento de 90 milhões de dólares (71,3 milhões de euros), foi discutido durante a última visita do governante a Angola, "porque existe uma grande sinergia dos dois governos nesta matéria". Tal como acontece em Portugal, que há pouco mais de uma semana apresentou uma estratégia para o sector geológico e mineiro, Angola pretende relançar o sector mineiro local, procurando diversificar as fontes de produção e aumentando as fontes de receita, avança fonte do Ministério da Economia.

O consórcio liderado pelo LNEG envolve ainda a participação do Instituto Geológico Mineiro Espanhol (IGME) e da Impulso, empresa espanhola de engenharia, arquitectura e consultoria, revela Teresa Ponce de Leão. Para a organização portuguesa este não é território virgem. "O LNEG tem muito trabalho no território de Angola na sequência dos trabalhos desde o tempo das ex-colónias e tem mantido colaborações ao longo dos últimos anos até hoje", avança a Presidente do LNEG.

No terreno estará uma equipa multidisciplinar com experiência em trabalhos similares realizados em mais de 20 países, incluindo Moçambique, Républica Dominicana, Marrocos, Chile, Argentina, Timor e Namíbia. A esta equipa deverão ainda juntar-se "especialistas séniores, a recrutar no mercado internacional", bem como geólogos juniores e técnicos angolanos.

Em matéria de internacionalização, o Laboratório português não quer ficar por aqui. Teresa Ponce de Leão assume que, "na área da energia o LNEG tem vários contratos internacionais e na geologia tem vindo a aprofundar ou a recuperar a colaboração estreita com as ex-colónias", explica a mesma responsável.

In Diário Económico a 10 de setembro de 2012 

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