Planageo - Levantamento geológico é feito com meios aéreos

O voo inaugural de pesquisas que vão determinar o potencial mineiro do país e traçar um mapa geológico e mineiro partiu ontem do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro.

Ministros, diplomatas e representantes das empresas envolvidas no projecto assistiram à descolagem do voo inaugural feito por aviões ZS – FSB da companhia CGG, contratada pela empresa chinesa Citic para a empreitada do Plano Nacional de Geologia.
O plano é desenvolvido durante cinco anos pela Empresa chinesa Citic, que é responsável por 25 por cento da área total, pela brasileira Costa e Negócios (37,5 por cento) e pelo consórcio formado pelas empresas Impulso, Instituto Geológico e Mineiro de Espanha e o Laboratório Nacional de Energia e Geologia de Portugal, que detêm os restantes 37,5 por cento.
O ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Edeltrudes Costa, disse no acto oficial que a data vai ficar marcada na história por ser a primeira vez que o país realiza o levantamento geológico, sendo o primeiro a nível de África. 
“O Planageo é resultado da visão estratégica do Executivo quanto à gestão e exploração dos recursos naturais, assente nos princípios da soberania nacional sobre os recursos naturais e a concessão dos direitos aos nacionais e privados para a exploração mineira”, disse. Para Edeltrudes Costa, trata-se de um projecto fundamental para o desenvolvimento sustentado do país a longo prazo, na medida em que permite planificar a exploração mineira e prevenir os efeitos da exaustão dos recursos minerais e danos ambientais.
Face à estratégia do Executivo, disse, foi possível enfrentar as adversidades conjunturais surgidas desde a independência nacional e conduzir o país para níveis de crescimento de referência no mundo. “O Planageo é um projecto valioso para assegurar uma gestão harmoniosa dos nossos minerais. Ele ocorre num momento em que o país vive grandes realizações”, sublinhou.

Zonas mineiras

O ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiroz, informou que o primeiro voo da pesquisa aerogeofísica realiza-se na zona norte pela empresa chinesa Citic. O leste de Angola é pesquisado pelo consórcio Costa Negócios e a parte sul e oeste do país é da responsabilidade do consórcio liderado pela Impulso.
A execução do Planageo abarca um investimento global do Estado de 40,5 mil milhões de kwanzas, dos quais 3,750 mil milhões de kwanzas para o levantamento geofísico, geoquímico, geológico, geotécnico e hidrogeológico dos mineiros pelos três grupos empresariais contratados. Do investimento, 6,2 mil milhões de kwanzas estão canalizados para a construção e apetrechamento técnico e gestão, por dois anos, de um laboratório central de análises geoquímicas em Luanda e dois regionais nas cidades de Saurimo e Lubango. Do mesmo montante são disponibilizados 3,5 mil milhões de kwanzas para assistência técnica e formação de novos quadros. São empregues seis aviões nas pesquisas em todo o país.
Cada empresa contratada utiliza dois aviões que voam a uma altura de 100 a 120 metros a partir do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro. Os aviões estão equipados com instrumentos técnicos sofisticados. As pesquisas permitem explorar os minérios nos próximos 100 anos.

Grupos empresariais

A Impulso Angola integra o grupo das três companhias contratadas pelo Ministério da Geologia e Minas para o levantamento geográfico e aéreo de investigação de minérios.  
O presidente executivo da Impulso Angola, Francisco Cuervo, disse que a empresa colabora no projecto com os institutos geológicos de Espanha e de Portugal, para avaliar o grau de existência de minérios no espaço geográfico.
Os organismos de investigação de Espanha e Portugal são de máximo prestígio tecnológico a nível do mundo e com mais de 60 anos de história. Para Francisco Cuervo, o Governo angolano fez uma grande aposta ao investigar de forma integral e aprofundada os recursos minerais existentes.


Fonte: jornaldeangola.sapo.ao | 14 de maio de 2014

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