EdifícioSolar XXI no LNEG, em Lisboa

Edifício Solar XXI, investigação ao serviço da eficiência energética

Segundo o coordenador do projecto de investigação, Helder Gonçalves, espera-se que o Edifício Solar XXI “possa constituir um exemplo e um caso de estudo dos sistemas e tecnologias nele integrados”.


Localizado no campus do Laboratório Nacional de Energia e Geologia (antigo INETI) no Lumiar, em Lisboa o edifício Solar XXI constitui um projecto que pretendeu «construir de raiz um edifício que possa constituir um “ex-libris” da eficiência energética em edificações e da utilização das energias renováveis».

Um dos arquitectos responsáveis pelo projecto Pedro Cabrito, refere que este desafio de projectar um edifício “com um programa fundamentalmente orientado para a experimentação e testabilidade de estratégias solar passivas e activas tornou-se, desde o início, uma tarefa de grande responsabilidade, tendo em conta as expectativas de criar um exemplo paradigmático de integração arquitectónica destes sistemas”, acrescentando ainda que “a metodologia de desenho procurou, assim, conciliar a complexidade técnica de cada sistema proposto com necessidades específicas na orientação de fachadas e dimensionamento de vãos, sem perder a ideia de projecto de arquitectura, isto é, sem esquecer que o desenho de um edifício é sempre um acto criativo que propõe espaços, formas e materiais, numa interacção com o utilizador que ultrapassa a mera expressão básica de usos e funções”.

Segundo o coordenador do projecto de investigação, Helder Gonçalves, espera-se que o Edifício Solar XXI “possa constituir um exemplo e um caso de estudo dos sistemas e tecnologias nele integrados”.

O Edifício Solar XXI é uma edificação com funções de serviços (salas e gabinetes de trabalho) e laboratórios, com uma área total de 1.500 m2 dividida por três pisos, um dos quais semi-enterrado.

Apresenta uma distribuição dos espaços interiores onde as salas de ocupação permanente se localizam na frente orientada a Sul, de forma a tirar partido da insolação directa e assim promover ganhos de calor no Inverno.

As zonas localizadas, a norte do edifício, são ocupadas por espaços laboratoriais e salas para grupos de trabalho cuja ocupação é de carácter menos permanente. Na zona central do edifício encontra-se um espaço de circulação e distribuição servido por uma ampla clarabóia que ilumina os três pisos. De forma a diminuir as perdas térmicas do edifício no período de inverno, adoptou-se isolamento térmico adequado na sua envolvente (nas paredes, coberturas e pavimentos).

Na fachada sul, foram projectados amplos vãos protegidos com estores de lâminasexteriores reguláveis pelo utilizador que adequa a entrada de radiação solar e de luz para o seu espaço de trabalho.

Esta fachada sul inclui com painéis modulares para o aproveitamento do calor pelos painéis fotovoltaicos no período de inverno e, assim, contribuir para o aquecimento do ar ambiente dos gabinetes e espaços contíguos.

Outro sistema importante aplicado nesta infra-estrutura é sistema de arrefecimento pelo solo, que constitui a inovação maior no conjunto de estratégias de arrefecimento idealizadas para este edifício, a ideia fundamental resulta do solo apresentar temperaturas(terra) no período de Verão que variam entre os 16 e os 18ºC, enquanto a temperatura do ar pode subir até aos 35ºC.


Fonte: In Directobras Online a 13 de agosto de 2014

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