LNEG publica a "Carta Geológica da República da Guiné-Bissau"

Carta editada pelo LNEG, com base em protocolo de cooperação envolvendo o Instituto de Investigação Científica Tropical, a Direcção Geral de Geologia e Minas da Guiné-Bissau e a Cooperação Portuguesa

Esta edição da Carta Geológica da República da Guiné-Bissau na escala 1:400 000, tem características únicas e inovadoras, de forma a incluir o máximo de informação distinta sobre o país, assim aproveitando a rara oportunidade de publicação de um mapa sobre a Guiné-Bissau, acontecimento quase único nas últimas décadas.

A opção foi abranger vários públicos-alvo, tornando esta Carta culturalmente importante para toda a população minimamente diferenciada, em vez de restringir o interesse apenas a geocientistas ou investidores.

O formato frente e verso permitiu incluir componentes diversas numa única publicação, promovendo uma oferta de conteúdos abrangente e desenhada sobre uma base topográfica construída de raiz e atualizada face ao que existia até então.

Carta Guiné Bissau - Frente com Afloramentos

 

 

 

 

Figura 1 - Frente da Carta Geológica, com uma área situada a SW de Gabu ampliada, como exemplo da informação existente: zonas de afloramentos, dados estruturais, limites geológicos, sondagens e respectiva referência a vermelho, traço do corte geológico também a vermelho, localização de ocorrências minerais.

 

Carta Guiné-Bissau - Versos com logs sondagens

 




Figura 2 - Verso da Carta Geológica, na vertical esquerda com Imagem de Satélite, Mapa da Divisão Administrativa e Carta Hipsométrica; observa-se na ampliação um exemplo com alguns dos 346 “logs” de sondagem apresentados. Inclui ainda Coluna Litostratigráfica e Secção Geológica no “offshore”, Esboço Geomorfológico e Mapa da Divisão Cartográfica.


Até esta edição LNEG, entregue à Guiné-Bissau em 2015, existiam duas Cartas na escala 1:500.000, ambas de difícil obtenção: uma edição portuguesa de 1964 incluída em livro de 1968 (Carta Geológica da Guiné, J.E.Teixeira), e o mapa geológico elaborado pela Cooperação Soviética (Mamedov et al., 1980), disponível apenas em fotocópia ou ozalid.

A elaboração da Carta Geológica aqui descrita correspondeu a um processo longo, iniciado pelo Instituto de Investigação Científica Tropical e que, considerando todos os antecedentes, teve trabalhos exploratórios no terreno desde 1981, já indiciando a vontade de a elaborar como Projecto Portugal / Guiné-Bissau.

Decorrendo de uma solicitação da Guiné-Bissau em 1988, a cartografia geológica desenvolveu-se entre 1991 e 2002, com um total de cerca de 40 meses no terreno. Foi um projecto de vulto do IICT e da Cooperação Portuguesa, abrangendo depois também o LNEG.

Envolveu equipas que atingiram até cerca de 10 pessoas em Portugal e 10 na Guiné-Bissau, obtendo um total de cerca de 2400 amostras; incluiu a realização de 6 sondagens até ao substrato, a amostragem de 118 poços até 28,40 m de profundidade, e inquéritos em todo o país, direcionado para a litologia local.

A componente final de interpretação e desenho foi desenvolvida no LNEG ao longo de cerca de 7 anos, com apoio parcial da Cooperação Portuguesa (actual Camões, I.P.).

A Carta Geológica da República da Guiné-Bissau na escala 1:400.000, em formato papel, encontra-se à venda no LNEG desde janeiro de 2017 estando disponível no geoportal para consulta.

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