Energia “verde” de vanguarda

Poderá a eletricidade ser produzida a partir de uma fusão nuclear, sendo limpa, abundante e segura? Um consórcio internacional no qual Portugal participa vai fazer por isso.

Será hoje assinado um contrato no valor de 8,5 milhões de euros para a construção do primeiro reator experimental para obter energia limpa à base de calor. O trabalho, a realizar no sul de França, terá a duração de 4 anos.

Portugal está envolvido neste consórcio internacional através do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, que vai liderar um sistema de diagnóstico do meio onde se dá a reação de fusão nuclear. Bruno Soares Gonçalves, líder do IPFN, referiu à agência Lusa que a iniciativa tem por missão "provar a viabilidade científica e tecnológica da energia baseada em fusão nuclear".

Na prática, deseja-se "substituir a fonte de calor que existe nos reatores de decisão nuclear ou numa central termoelétrica por uma nova fonte de calor". O prazo de conclusão do projeto está previsto para 2021, sendo que os primeiros 10 a 15 anos serão dedicados a testes. Só com o sucesso nesses testes será possível, posteriormente, avançar para o primeiro protótipo comercial de um reator de energia por fusão nuclear. A fusão nuclear – junção de dois ou mais núcleos atómicos – ocorre no interior das estrelas. O que os cientistas fazem, diz Bruno Soares Gonçalves, é "simular na Terra esse mesmo processo para produzir energia elétrica".

In Metro Portugal a 23 de janeiro de 2013

Notícias relacionadas:

Portugal lidera consórcio envolvido na produção de "energia limpa, segura e abundante"
In expresso.sapo.pt a 23 de janeiro de 2013

Portugal lidera consórcio para produção de "energia limpa"
In OJE a 22 de janeiro de 2013

Pesquisar nesta área