Ministro do Ambiente anuncia investimento de 3,5 milhões de euros para adaptação às alterações climáticas

O Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia, Jorge Moreira da Silva, anunciou um investimento que ascende a 3,5 milhões de euros em medidas de adaptação às alterações climáticas, na sessão de abertura da conferência internacional «Demais, de menos - O papel da água na adaptação às alterações climáticas», que decorre em Lisboa. O dinheiro visa o desenvolvimento do Programa Adaptar Portugal às Alterações Climáticas (AdaPT) destinado a promover ações de adaptação a nível local, de sensibilização e educação, bem como projetos-piloto nos sectores prioritários da Estratégia Nacional de Adaptação às Alterações Climáticas (ENAAC).

«Pretendemos com o programa AdaPT contribuir para o aumento da capacidade de avaliação da vulnerabilidade às alterações climáticas e para a sensibilização e educação nesse domínio», afirmou Jorge Moreira da Silva. «E porque - como refere um relatório recente da OCDE - "as alterações climáticas são em grande parte alterações nos recursos hídricos", Portugal tem de continuar a apostar no debate e na promoção de medidas de adaptação, nomeadamente nesta área em que os diversos cenários desenvolvidos pela comunidade científica dão nota da vulnerabilidade do País», acrescentou.

Não só a adaptação às alterações climáticas não pode confinar-se às fronteiras de uma região ou a um sector, como o recurso água é fundamental para a maioria das atividades económicas e para a manutenção dos sistemas biofísicos. «O mote da conferência - "demais, de menos" - não poderia ser mais adequado: secas e escassez de água, por um lado, cheias e erosão costeira, por outro, representam perfeitamente os desafios que representam as alterações climáticas», referiu ainda o Ministro.

De acordo com o recentemente divulgado relatório do Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPPC, na sigla inglesa), que veio reforçar a convicção científica sobre o impacto e a influência das atividades humanas sobre o clima, a maioria dos aspetos das alterações climáticas vão persistir por muitos séculos, mesmo que as emissões de CO2 cessem. A aposta na adaptação é, portanto inevitável para termos sociedades mais resilientes, tanto mais que o custo mínimo estimado da não-adaptação às alterações climáticas pode variar entre 100 mil milhões de euros por ano em 2020 e 250 mil milhões em 2050, para o conjunto da União Europeia.

O Programa AdaPT é da responsabilidade da Agência Portuguesa do Ambiente, gestora do Fundo Português de Carbono (FPC), tendo como parceiro a Direção da Proteção Civil da Noruega. O orçamento global para o Programa é de 3 529 412 euros, sendo 85% financiado pelos EEA Grants e os restantes 15% provenientes do FPC.

Fonte: www.portugal.gov.pt a 7 de outubro de 2013

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