A energia offshore como futuro sustentável

Países como a Nicarágua pretendem atingir em 2014 metas acima dos 50% da energia a ser obtida através de fontes renováveis, nomeadamente através dos contributos da energia geotérmica, eólica biomassa e hídrica.

Ao nível do setor da energia offshore, Portugal tem evoluído com alguns elementos distintos, credíveis e exemplares, possuindo uma das maiores fábricas de painéis solares do Mundo (sendo esta a mais automatizada de todas!).

Apesar de ao nível da energia das ondas ainda não ser verdadeiramente explorável do ponto de vista comercial sem grandes subsídios, a eólica offshore é uma realidade consolidada no Mar do Norte, sendo a maior indústria europeia em crescimento desde 2007.

Durante a Lisbon Atlantic Conference, em Novembro de 2011, a EDP apresentou um estudo sobre as energias offshore, assim como um conjunto de propostas, tendo a EDP Renováveis avançado com um projeto-piloto na Póvoa do Varzim em 2012, com a instalação de um sistema eólico a 5 quilómetros da Praia da Aguçadoura, com uma produção de energia para 1300 habitantes.

Jorge Cruz Morais adianta que "a EDP está a desenvolver uma série de projetos para conseguir obter uma visão tecnológica do sector da Energia das Ondas".

Também Ana Estanqueiro, do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, apresentou um levantamento do potencial do país, suas limitações e soluções tecnológicas para esta área, durante a Conferência Energia 2020, enaltecendo o potencial eólico sustentável, a otimização das sinergias e know-how, a valorização do país (dos Oceanos), o potencial das várias regiões e a plataforma costeira Portuguesa (exemplo do projeto NORSEWinD).

Ao nível das estatísticas, a contribuição das energias renováveis para o fornecimento de energia apresentou um aumento de cerca de 5% entre 2008 e 2010, e onde Portugal exporta mais energia do que o importa, através da hídrica e da eólica. Também ao nível do sector da energia, é previsto um aumento de 121 mil postos de trabalho até 2020.

Lembrando Alexandre O’Neill, "há mar e mar", e num plano de atuação tão vasto como o nosso Atlântico, com um tamanho de linha de costa portuguesa a rondar os 3 mil quilómetros (todo o território nacional, incluindo ilhas), e a sabedoria, tenacidade e conhecimento lusitanos, reunimos todas a ferramentas necessárias para o próximo passo…ou se quiserem, a próxima conquista.

Autor: Ivo Quendera


In www.setubalnarede.pt | 17 de setembro de 2014

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