ALFAETÍLICO - Estudo da viabilidade técnica e económico-financeira de uma biorrefinaria de polpa de alfarroba através do aproveitamento integral da sacarose e da celulose para biocombustível

resumo

A alfarrobeira (Ceratonia siliqua L.), uma árvore típica dos países Mediterrâneos (Portugal, Espanha, Itália, Grécia, Marrocos, Turquia e Chipre), produz um fruto cujo principal aproveitamento industrial é a produção de gomas alimentares a partir das suas sementes.

A polpa de alfarroba (fruto sem sementes) representa cerca de 90% do peso seco total do fruto e é extremamente rica em açúcares solúveis (sacarose, glucose e frutose). Dado o seu valor calórico, a polpa de alfarroba tem sido tradicionalmente utilizada na alimentação animal. Contudo, o baixo teor em proteína (5,4% p/p) e a presença de polifenóis altamente condensados (até 20% p/p) limita a sua utilização em alimentação animal. No entanto, o elevado teor em açúcares solúveis (até 54% p/p) torna a polpa de alfarroba numa matéria-prima extremamente adequada à obtenção de xaropes fermentiscivéis que podem ser utilizados para produção de bioetanol. Assim, tal como no caso da cana-de-açúcar, a polpa de alfarroba constitui uma excelente matéria-prima sacarina. Além disso, este material vegetal contém, para além dos açúcares solúveis, uma fracção celulósica (14% p/p), cuja hidrólise produzirá uma quantidade adicional de açúcares solúveis, igualmente fermentiscivéis, aumentando assim o rendimento global do processo (ton etanol/ton polpa). O objectivo principal deste projecto será pois o estudo da viabilidade (técnica e económica) da utilização de polpa de alfarroba para a produção de bioetanol, através do aproveitamento integral da sacarose e da celulose deste sub-produto agro-industrial.

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