MicroBioFuels - Microalgas: Matéria-Prima Sustentável para a Produção de Biocombustíveis (Biodiesel, Bioetanol, Bio-H2 e Biogás)

resumo

 

O uso de biocombustíveis como fonte energética para transportes tornou-se imperativo de modo a: reduzir as emissões de gases com efeito de estufa; fazer face às frequentes crises do fornecimento de petróleo; proporcionar uma alternativa para a redução da dependência dos países não produtores de petróleo, contribuindo para a segurança do abastecimento; promover a sustentabilidade ambiental; e a cumprir o objetivo da UE relativamente ao uso de biocombustíveis, de pelo menos 10% no sector dos transportes em 2020.

É essencial promover a eficiência energética, com a utilização de fontes renováveis de energia e a utilização de vários vetores energéticos, nomeadamente combustíveis líquidos, tais como o Biodiesel e o Bioetanol e combustíveis gasosos, como Bio-H2 e Biogás.

No mercado internacional, o Biodiesel e o Bioetanol são os biocombustíveis alternativos e renováveis tecnicamente mais fáceis de produzir e mais comercializados. No entanto, a polémica em torno do argumento controverso “alimento para combustível” conduz ao uso das microalgas como uma forte potencial fonte de matéria-prima alternativa, para a próxima geração de biocombustíveis, devido a várias espécies conterem elevadas quantidades de óleo e/ou amido. Ambos os componentes podem ser extraídos, processados e refinados em biocombustíveis (Biodiesel e Bioetanol) usando a tecnologia disponível. As microalgas, face às culturas energéticas, têm a vantagem de proporcionarem uma maior eficiência fotossintética, de crescerem muito mais rapidamente, terem maiores velocidades de sequestração de CO2, não terem necessidade de terrenos aráveis (podem utilizar inclusivamente áreas desérticas e litorais) nem de água potável, necessitando de menores quantidades, de não competirem com as culturas alimentares, de evitar impactos ambientais, tais como a desertificação dos solos e a deflorestação, e de a sua produção não ser sazonal, podendo ser colhidas diariamente.

O projeto visa estudar a viabilidade de utilização da biomassa microalgal para a obtenção de biocombustíveis líquidos (Biodiesel e Bioetanol) otimizando as condições de cultivo, a estratégia de produção, de modo a promover a síntese de óleos e/ou amido, e as condições de colheita (com a ajuda da técnica de Citometria de Fluxo), de rutura celular e de extração. Será ainda estudada a produção de Bio-H2 e de Biogás, respetivamente por fermentação e digestão anaeróbia (usando diferentes microrganismos e condições), a partir da biomassa residual (após a extração do óleo e/ou do amido), tornando o projeto ainda mais atrativo e vantajoso do ponto de vista técnico e económico.

Esta proposta terá como inovação a integração de todos os vetores energéticos (Biodiesel, Bioetanol, Bio-H2 e Biogás) usando o conceito de biorrefinaria, efetuando-se uma avaliação técnica e económica final.

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